Resumos › 9.º ano · Português

Resumos de Português do 9.º ano

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Lê com calma, um tema de cada vez. No fim de cada resumo deixei-te uma dica!

1Leitura e texto argumentativo

No 9.º ano, é importante saber ler e escrever textos que defendem um ponto de vista.

  • Tese: a opinião defendida. Argumentos: as razões. Exemplos: casos concretos que provam os argumentos.
  • No texto de opinião, primeiro apresenta-se o assunto e o ponto de vista; a seguir defendem-se as ideias com argumentos e exemplos; no fim retoma-se a posição defendida.
  • Conectores: adição (além disso, também), oposição (no entanto, contudo), causa (porque, visto que), conclusão (portanto, por conseguinte), exemplificação (por exemplo).
  • Facto vs opinião: o facto verifica-se; a opinião é um juízo pessoal.
Exemplo: «Embora estivesse cansada, a atleta venceu.» → «embora» introduz uma concessão.

Dica do Mochi: Na prova, planeia o texto antes de escrever: tese + 2 argumentos + 1 exemplo cada + conclusão.

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2Gramática: frase complexa e funções sintáticas

Uma frase complexa tem mais do que uma oração (um verbo = uma oração).

  • Coordenadas: copulativa (e, nem), adversativa (mas, porém), disjuntiva (ou), conclusiva (portanto, logo), explicativa (pois).
  • Subordinadas adverbiais: causal (porque), final (para que), temporal (quando), condicional (se), concessiva (embora), consecutiva (tão… que), comparativa (como, mais… do que).
  • Subordinadas adjetivas relativas: restritiva (sem vírgulas) ou explicativa (entre vírgulas).
  • Subordinadas substantivas completivas: completam um verbo (disse que…).
  • Funções: complemento agente da passiva (pela avó), predicativo do complemento direto (elegeram-na delegada), modificador apositivo do nome (Lisboa, a capital, …).
  • Voz passiva: ser + particípio (A carta foi escrita pela Inês).
  • Pronomes: ênclise (vi-o), próclise com «não», «que», «já»… (não o vi), mesóclise no futuro e condicional (dar-te-ei).
Exemplo: «Correu tanto que ficou sem fôlego.» → oração subordinada adverbial consecutiva.

Dica do Mochi: Para classificar uma subordinada adverbial, pergunta: indica causa? fim? tempo? condição? apesar de?

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3Os Lusíadas, de Luís de Camões

Epopeia publicada em 1572 que celebra os feitos do povo português, a partir da viagem de Vasco da Gama à Índia (1497–1499).

  • Estrutura externa: 10 cantos; estâncias em oitava rima (8 versos decassílabos, rima ABABABCC).
  • Estrutura interna: Proposição (o que vai cantar), Invocação (às Tágides), Dedicatória (a D. Sebastião), Narração (começa in medias res).
  • Planos: da viagem, da História de Portugal, da mitologia e das reflexões do poeta.
  • Herói coletivo: o povo português.
  • Episódios: Consílio dos Deuses (I), Inês de Castro (III), Velho do Restelo (IV), Adamastor (V), Tempestade (VI), Ilha dos Amores (IX).
  • Narradores: o poeta e, nos cantos III a V, Vasco da Gama ao rei de Melinde.
Exemplo: No Consílio dos Deuses, Baco opõe-se aos portugueses e Vénus defende-os.

Dica do Mochi: Faz uma tabela: episódio — canto — narrador — ideia principal. Revê-a na véspera.

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4Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente

Auto de moralidade representado em 1517. As almas chegam a um cais onde há duas barcas: a do Inferno (Diabo) e a da Glória (Anjo).

  • Personagens-tipo: cada uma representa um grupo social e o seu vício — Fidalgo (tirania, vaidade), Onzeneiro (usura), Sapateiro (roubo aos clientes), Frade (vida mundana), Brízida Vaz (alcoviteira), Judeu, Corregedor e Procurador (justiça corrupta), Enforcado.
  • Barca da Glória: só os Quatro Cavaleiros (morreram pela fé) embarcam. O Parvo, pela sua ingenuidade, escapa ao Inferno e fica no cais à espera.
  • Elementos cénicos simbólicos: cadeira, bolsão, formas, processos…
  • Cómico: de linguagem (palavras, insultos), de situação (situações ridículas) e de carácter (o modo de ser das personagens).
  • Intenção: sátira social e moralizadora — criticar para corrigir os costumes.
Exemplo: O Onzeneiro traz um bolsão, que simboliza a sua ganância.

Dica do Mochi: Para cada personagem, decora: o que traz, de que é acusado e em que barca acaba.

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5Recursos expressivos

Os recursos expressivos dão força e beleza aos textos. Na prova, pede-se muitas vezes para identificar um recurso e explicar o seu efeito.

  • Anáfora: a mesma palavra ou expressão volta a abrir vários versos ou frases seguidos.
  • Antítese: aproximação de ideias opostas (cedo/tarde).
  • Hipérbole: exagero. Eufemismo: suavizar (partiu desta vida).
  • Apóstrofe: chamamento dirigido a alguém ou a algo (Ó mar…). Ironia: afirmar algo querendo que se entenda o oposto.
  • Metáfora, comparação, personificação, enumeração, gradação (intensidade crescente), sinestesia (mistura de sentidos), aliteração (repetição de sons consonânticos).
Exemplo: «Era uma brisa, depois um vento, por fim uma tempestade.» → gradação.

Dica do Mochi: Não basta dizer o nome do recurso: explica sempre o efeito («realça…», «intensifica…»).

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